Descubra as personalidades paraibanas por trás dos nomes das Salas de Estudo

Foto de Ariano Suassuna
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Ariano Suassuna foi um renomado dramaturgo brasileiro, nascido em 16 de junho de 1927, em João Pessoa, Paraíba. Formou-se em Direito e Filosofia, atuou como professor na Universidade Federal de Pernambuco e também ocupou o cargo de secretário de Cultura do estado”.

“O escritor, que faleceu em 23 de julho de 2014, em Recife, é conhecido por suas obras que valorizam a cultura popular nordestina e brasileira. Entre seus livros destacam-se ‘O Romance d’A Pedra do Reino’, ‘O Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta’ e ‘Auto da Compadecida’, peça teatral que o tornou famoso em todo o país”.

 

Referência:

SOUZA, Warley. Ariano Suassuna. Brasil Escola,  Goiania, c2024. Literatura, p.1. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/literatura/ariano-suassuna.htm. Acesso em: 30 set. 2024.

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“O coletivo é composto por cinco mulheres da Academia de Cordel do Vale da Paraíba (ACVPB); Anne Karolynne, Annecy Venâncio, Claudete Gomes, Cristine Nobre e Juliana Soares”.

“A primeira Maria, Anne Karolynne Santos de Negreiros é natural de Campina Grande (PB). Além de ser escritora, é enfermeira e empreendedora do Cordel Personalizado, em que já escreveu mais de duzentas biografias (histórias de vida sobre casamento, aniversário, batizado) rimadas em versos de cordel, além de outros títulos sobre cultura nordestina, maternidade, odes, entre outros […]”.

“A segunda Maria é Annecy Bezerra Venâncio, natural de João Pessoa (PB). É mestre em Letras, professora e cordelista. Em 2020 recebeu o prêmio Maria Pimentel da Secretaria de Estado da Cultura da Paraíba. É envolvida com a difusão da cultura popular no espaço escolar, desenvolvendo saraus e declamações. Além disso, também atua ministrando palestras referentes ao cordel. É membro da ACVPB”.

“A terceira Maria, Claudete Gomes dos Santos, natural de Nilópolis (RJ) e radicada na Paraíba desde 1991. É mestre em artes, atriz, professora e cordelista. Também atua na difusão da cultura popular e realiza declamações em diversos espaços. Tem um cordel publicado na obra Cartas a Paulo Freire, além de outros cordéis publicados, como ‘Vixe! Mas como tem Zé. É… também tem Maria’, lançado na Fundação da Casa de José Américo. Também integra a ACVPB”.

“A quarta Maria, Cristine Nobre Leite, é natural de Fortaleza (CE), mas foi radicada há muito tempo na Paraíba. É cordelista e também atua como dentista. A escritora recebeu Moção de Aplausos no município de Pirpirituba por ser referência não somente na luta pela saúde bucal, mas também na cultura popular. Em seus escritos, costuma unir ciência e arte, como demonstra em um de seus cordéis intitulado ‘Um romance pra dar o que…escovar’. Também integra o quadro de membros da ACVPB”.

“A quinta Maria é a Juliana Maria Soares dos Santos, natural de Cabaceiras (PB). É professora e cordelista. Atua na escrita literária desde 2007 e já publicou 25 cordéis com temáticas referentes ao Nordeste, como Coisas do nosso Nordeste, histórias clássicas infantis em versos de cordel, como Alice no país do cordel, dentre outros. Já foi homenageada pelo projeto Leitura Viva e também selecionada pela Lei Aldir Blanc por meio do livro ‘Gígio: um girassol diferente’. A cordelista também inaugurou O Recanto da Poesia na cidade de Cabaceiras, onde fica localizada a sua casa”.

 

Referência:

SILVA, Chrisllayne Farias da. A leitura do cordel de autoria feminina à luz da produção poética de cordelistas paraibanas do coletivo Marias da Poesia: da crítica à sala de aula. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Letras Português) – Universidade Estadual da Paraíba, Campina Grande, 2022. Disponível em: https://dspace.bc.uepb.edu.br/jspui/bitstream/123456789/28886/1/CHRISLLAYNE%20FARIAS%20DA%20SILVA%20%28TCC%29.pdf. Acesso em: 18 out. 2024.

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“Nasceu em João Pessoa e deu para esta cidade, o nome de uma das pioneiras no Ensino de Jovens e Adultos (EJA) na Paraíba. Além disso, foi melhor aluna na Escola Normal, onde se formou em 1922, aos 17 anos. O que Anayde deixou de legado para a literatura está, principalmente, na sua escrita libertária e, antes de tudo, na sua força e ousadia de ser quem era. O acervo, no entanto, quase não existe”.

“A cópia do seu diploma mostra o quanto estava à frente do seu tempo. Segundo a professora Beatriz Xavier, que escreveu sobre a poetisa, foi uma mulher que abriu ‘caminho para a revolução na literatura, que tem estreita relação com a revolução na política’”.

“Anayde foi personagem de alguns livros, entre eles clássicos da sua história, nascidos pelas mãos de Marcus Aranha e José Joffily. Dentro do projeto Primeira Leitura, com apoio da Energisa, a professora, poetisa, escritora e feminista ganhou vida em quadrinhos”.

 

Referência:

FECHINE, Dani. História ‘oculta’ de João Pessoa tem Anayde Beiriz como sinônimo de força, ousadia e poesia. G1, Rio de Janeiro, 5 ago. 2019. Paraíba, p.1. Disponível em: https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2019/08/05/historia-oculta-de-joao-pessoa-tem-anayde-beiriz-como-sinonimo-de-forca-ousadia-e-poesia.ghtml. Acesso em; 30 set. 2024.

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Jackson do Pandeiro é o nome artístico de José Gomes Filho, nascido na cidade de Alagoa Grande/ PB, no dia  31 de agosto de 1919 e que veio a falecer em  Brasília/ DF, em 10 de julho de 1982. Jackson foi um cantor, compositor e multi-instrumentista brasileiro. Também ficou conhecido por muitos como O Rei do Ritmo. 

“Em Campina Grande ele tem seu primeiro contato com a música sem ser por intermédio da mãe […].Seu nome artístico origina-se ainda em Alagoa Grande. Fã dos filmes de faroeste do cinema mudo, inspirado em Jack Perry, famoso artista dos referidos filmes, o apelido Jack pegou, e em Campina Grande, após iniciar como pandeirista ficou conhecido como Jack do Pandeiro”.

“Para muitos Jackson do Pandeiro é o maior ritmista da História da Música Popular Brasileira, tornando-se ao lado de Luiz Gonzaga – o Rei do Baião – um dos principais responsáveis pela nacionalização da música nordestina, tanto no Brasil quanto no exterior”.

 

Referência:

BRASIL. Ministério da cultura. Fundação Cultural de Palmares. Lista de Personalidades Negras: Jackson do Pandeiro. Brasília, 5 ago. 2021. Disponível em: https://www.gov.br/palmares/pt-br/assuntos/noticias/lista-de-personalidades-negras-2013-jackson-do-pandeiro#:~:text=Jackson%20do%20Pandeiro%20%E2%80%93%20nome%20art%C3%ADstico,como%20O%20Rei%20do%20Ritmo. Acesso em: 18 out. 2024.

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“Nascida em 12 de janeiro de 1924, em Buíque (PE), Isabel Marques da Silva, conhecida como Zabé da Loca, completaria 100 anos em 2024. Seu apelido vem por ter morado por mais de 25 anos em uma loca de pedra (pequena gruta), na cidade de Monteiro, no Cariri paraibano”.

“Pifeira e compositora, Zabé da Loca aprendeu a tocar ainda criança e foi descoberta aos 79 anos pelo Projeto Dom Helder Câmara, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, em 2003. Com a saúde debilitada e já havia alguns anos diagnosticada com Alzheimer, Zabé faleceu de causas naturais no dia 5 de agosto de 2017, aos 93 anos, em Monteiro”. 

“O Pife Brasileiro, mais conhecido regionalmente como Pífano, é uma adaptação nativa, com influência indígena, das flautas populares europeias. Feita de taboca como as flautas indígenas, o pife brasileiro é utilizado pelos caboclos nordestinos para cerimônias religiosas e festas, eles consideram como sendo uma criação do Mestiço Brasileiro, pois devido sua criatividade musical adaptou o instrumental, dando uma forma típica pela qual é conhecida no Folclore Brasileiro”.

“As flautas indígenas adaptaram-se à chegada da música europeia e passaram a ser feitas com os mesmos furos dos pífaros das bandas militares da Europa. Mais tarde, as bandas de pífanos do Brasil passaram a apresentar influência africana, adotando um som mais percussivo ainda, essas tradições foram absorvidas e adaptadas pelos homens do interior do Brasil para sua cultura e o pife tornou-se um instrumento comum, utilizado para animar toda e qualquer festividade”.

 

Referência:

BRASIL. Fundação Nacional de Artes. Universidade Federal do Rio de Janeiro. Programa Arte de Toda Gente. Pife da Inclusão. Rio de Janeiro: UFRJ, c2024. Disponível em: https://artedetodagente.com.br/autores/pife-da-inclusao-2/. Acesso em: 18 out. 2024.

 

Ferreira, Carolina. Zabé da Loca completaria 100 anos nesta sexta-feira (12). Brasil de Fato, João Pessoa,12 de jan. de 2024. Cultura, p. 1. Disponível em: https://www.brasildefatopb.com.br/2024/01/12/zabe-da-loca-completaria-100-anos-nesta-sexta-feira-12. Acesso em: 18 out. 2024.